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23 de março de 2020

Matéria escura, do Blake Crouch

Saluton!

Trabalho numa livraria e é exatamente como vocês imaginam [acredito]: a gente passa o dia todo falando sobre livros e trocando boas recomendações. Matéria escura foi um desses livros que toda a equipe leu (o último foi A Arma Escarlate!). Dessa vez, não fui eu quem instaurou essa febre lá na loja, mas o Rodrigo e João. Hoje a gente conversa sobre esse livro que, já adianto, é maravilhoso!


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SINOPSE

Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

  Esse post não contém spoiler! Pode ficar tranquilo! 😊
Eu já peguei esse livro pra ler com muita expectativa devido à história que contei no começo desse post. EU fui com muita sede ao pote, esperando uma escrita maravilhosa, com diversas reviravoltas e etc. Eu encontrei bastante do que procurava, mas não tudo.

O livro começa com uma cena que serve meio que pra introduzir a gente na vida do Jason: a esposa que ele ama está sentada na sala com o filho adolescente aos seus pés, enquanto ele termina de preparar o jantar na cozinha. Eu gostei demais dessa cena e já quero aproveitar esse espaço aqui pra agradecer ao Blake Crouch por introduzir o [agora um dos meus artistas favoritos] Thelonious Monk na minha vida! Tenho costume de pesquisar as músicas que são referenciadas nos livros e amei demais esse cara que faz um jazz super gostosinho. E que é negro!



Continuando! 😅

Gostei bastante dessa cena e, pelo menos pra mim, ela já foi o bastante pra entender o quanto ele é apaixonado pela esposa dele. Nem tanto pelo filho, mas a gente conversa sobre isso mais pra frente. O fato é que: noventa porcento da história é narrada em primeira pessoa no presente pelo nosso protagonista. Digo isso por que, por diversas vezes ao longo do livro, a gente vai ter fluxos de consciência, enquanto ele tenta descobrir o que é que tá rolando e o que ele vai fazer em seguida. O "problema" pra mim é que, nessa cena, especificamente, ele comenta:

"Aqui neste momento, feliz e ligeiramente embriagado em minha cozinha, nem imagino que hoje à noite tudo isso acabará. Será o fim de tudo que conheço, tudo que amo."

Isso não é realmente um problema ou defeito do livro, mas achei pertinente trazer pra vocês. Como um narrador que conta a história no presente sabe como (e quando!) a vida dele vai mudar? Pensemos.

Apesar disso, a grande sacada desse livro justamente ele ser escrito em primeira pessoa, por que é o que vai fazer com que a gente se apegue a esse personagem, sentindo a dor dele e, a todo momento, torcendo pra que ele consiga entender o que tá acontecendo e sair dessa. Gostei demais de ver como a mente do Jason funciona e, principalmente, de ver as reações dele diante de certas situações as quais ele vai ser imposto mais pro final do livro. Outro ponto muito forte da narração de Matéria Escura, é a confusão que vai virar a mente do Jason por volta dos três últimos capítulos; me pus diversas vezes no lugar dele e fiquei: "Mano do céu, que p*rra vai acontecer agora???". Adoro livros e filmes que me deixam desse jeito!


Os leitores desse livro costumam ficar meio neuróticas durante e depois desse livro, se perguntando onde estariam caso tivessem tomado decisões diferentes. Esse é um assunto bastante recorrente na história, mas, por mais incrível que possa parecer, não foi isso que me fisgou. O que mais me deixou doido foi o fato de existir um outro eu. Em algum lugar, de fato existe um outro Álex que não criou o Um Bookaholic; numa outra realidade, existe um Álex que não foi à Bienal de 2013 e, consequentemente, não gosta de ler.

"Portanto, se o mundo realmente se divide sempre que algo é observado, isso significa que há um outro número inimaginavelmente grande, infinito, de universos -- um multiverso, onde tudo que pode acontecer vai de fato acontecer."

🤯

O que você aí do outro lado da tela, que está lendo esse post num blog que um Álex criou, faria caso desse de cara com você mesmo?



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E aí? Já leu ou ficou com vontade?
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Viciado de fantasia e suspense, é fã de A Roda do Tempo, NK Jemisin e Brandon Sanderson. Divide seu tempo entre seu canal no YouTube e provar novas marcas de pó de café.

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