Capital Revelada, do Atlas Moniz


Olá, terráqueos! Hoje eu venho resenhar o livro Capital Revelada, do autor Atlas Moniz. No comecinho do mês de Março o Atlas entrou em contato comigo querendo saber se eu tinha interesse em ler sua obra. Quando vi a capa fiquei tipo: meodels. Aí li a sinopse e minha curiosidade aumentou em 30%. Quando fechamos a parceria, então, o coração já tava a mil por hora. Se quiser saber, com mais detalhes, como começou nossa parceria, clique aqui e vá para o post onde a anuncio.

Sinopse: O limite do vazio, emoções tomando forma. Olhos que o encaram do negrume, o espectro de um garoto há muito morto, uma realidade oculta. Para Luiz Azevedo, universitário e historiador em formação, tudo começa com uma foto velha, presumivelmente da década de 1920, de um jovem com feições do leste asiático: um rapaz que parece sair da foto para assombrar seus dias e noites, que parece segui-lo nos melhores e piores momentos. 

Uma relação abusiva, uma tentativa de suicídio, um jovem socorrido em mais um de seus piores momentos. O tal Marcos Castelo Branco (ou Marcos Akiyama?), colega de faculdade de ascendência asiática, tem uma semelhança assustadora com o retratado na foto de oitenta anos antes. Quando Luiz e Marcos começam a se conhecer, quando seus destinos começam a se entremear, as grandes questões parecem uni-lo em um confronto contra o desconhecido: quem é o rapaz da foto e por que ele se parece com Marcos; por que ele insiste em observá-los de perto, das portas de seus quartos, parado e inexpressivo como uma estátua de mármore, morto há décadas? 

Tudo começa e termina com uma foto.

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MINHA OPINIÃO

Confesso: estou há um bom tempo aqui, encarando a tela do pc, pensando em como começar essa resenha. Capital Revelada foi um livro assustador, e acho que resenha nenhuma pode descrever o quão perturbador e intenso esse livro é. Então, nada mais justo que começar essa resenha da mesma forma que ele começou a resenha de Réquiem para a Liberdade(!):

WHAT A RIDE, MEUS AMIGOS, WHAT A RIDE

Em Capital Revelada a gente acompanha a vida de Luiz, um adolescente comum que vive no Rio de Janeiro e cursa História na UFRJ. Sua vida é mudada ao presenciar um (quase) suicídio no terraço da faculdade. O garoto que ele encontra lá em cima é muito estranho e está muito machucado.

Preciso deixar uma coisa bem clara, antes de mais nada: pouquíssimos livros que li são tão ambientados quanto CR. Atlas narra com maestria, nos colocando na mente do personagem e nos levando numa aventura incrível, tudo isso somado a uma mitologia muito inovadora. A forma como o Atlas apresenta toda essa nova mitologia é um super simples e vai, graduavelmente, fazendo com que nos acostumemos com a nova realidade.

Os "monstros" que conhecemos em Capital Revelada são, na verdade, nossas emoções mais intensas. Vamos supôr que eu e você tenhamos um amigo falecido. Nossa saudade dele se materializa, criando um novo Ele. Não sei se consegui explicar, só leia. As emoções sendo materializadas me fez pensar muito sobre a vida, por incrível que pareça. E se isso fosse real? E se, realmente, nossa saudade recriasse nossos entes queridos? Suportaríamos matá-lo pra salvar qualquer outra pessoa, deixando ser egoístas a tal ponto de querer tê-lo, mesmo como um monstro? Capital Revelada desnuda a mente humana e, ao mesmo tempo, a dos mortos.

Ver a dor de quem "foi pro outro lado" é realmente muito triste, mas é uma das vertentes mais incríveis do livro. Há um personagem, Nori, que está morto. Atlas usa esse personagem pra contar pra gente um pouco mais sobre como as pessoas nos enxergariam. Remorso, raiva e ódio são alguns dos sentimentos que Nori ainda possui, mesmo depois de morto.

Preciso confessar que uma coisa me incomodou durante a leitura: o começo dos diálogos. Atlas não deixa explícito quem disse o quê logo de cara. Leva um certo tempinho pra gente descobrir quem falou. Certas vezes precisei reler o diálogo, pois tinha trocado os personagens. Mas nada que atrapalhe ou atrase a leitura, já que com o desenrolar do diálogo (umas cinco ou seis linhas depois) ele diz "disse o mais velho/novo", "disse Milena".

Preciso dizer que amei a publicação. O livro é lindo! Tem uma capa muito instigante, que me obrigou a saber sobre o que era a história.

Minha experiência ao ler um livro que, tecnicamente, tem uma pontada da cultura oriental (nunca havia lido um antes) não poderia ter sido melhor! Ao ler Capital Revelada eu me senti dentro de animes como Death Note, já que uma atmosfera sombria permeia todo o livro.

A relação entre os personagens é bem misteriosa. Poucos personagens são apresentados durante o desenrolar da história, o que, creio eu, facilitou no desenvolvimento de cada um deles. Todos, sem exceção alguma, são muito bem explorados. A relação entre família, amigos e amantes são muito bem feitas. A sinopse descreve o livro como um romance LGBT; eu discordo. Durante todo o livro vi os dois como muito bons amigos. Claro que um tinha segundas intenções, mas, até 2/3 do livro, eu os via como grandes amigos. Ali no finalzinho a gente começa a shippar os dois e, sim, shippamos.

Agora tenho medo de amar ou sentir saudade de alguém. Vai que materializo um monstro aqui? Não vai ter Milena pra me salvar! ~piada pra quem leu o livro~

Minha nota, é claro, não podia ser inferior a cinco de cinco estrelas. Um livro magnífico que recomendo pra todos que gostam de terror e estão em busca de uma nova mitologia!

WHAT A DISTURBING BOOK, MEUS AMIGOS, WHAT A BOOK

Nota: 5/5

Ah, quase me esqueci: cuidado com as estrelinhas negras. ;)

4 comentários:

  1. Oi Alex!
    Estou no grupo do whats da Editora Arqueiro. Consegui seguir seu blog no meio daquela chuva de informações, rs.
    Mas fico feliz em temos essa conquista, parabéns para nós, rs.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi, Ale! Muito obrigado, mesmo! Vai ser ótimo dividir essa experiência com vocês!

      Obrigado pela visita! :) <3

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  2. Achei daora
    Adoro cultura oriental, já está na wishlist, com certeza :D

    Daniel Santos | Portal Cult

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    Respostas
    1. Leia sim! O livro, como deixei bem claro lá em cima, é muito bem escrito! ;)

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