Mago: Espinho de Prata, do Raymond E. Feist


Saluton!

Hoje, depois de muito tempo prometendo, venho, finalmente, contar pra vocês o que eu achei de Espinho de Prata, que é o terceiro volume da Saga do Mago (Riftwar Cycle, no original) do autor Raymond E. Feist. Os livros foram traduzidos pela antiga Saída de Emergência e, hoje em dia, são publicados aqui no Brasil pela Editora Arqueiro.


// Aqui no blog já saiu um post falando sobre o primeiro livro da saga; para lê-lo, clique aqui. Tem um vídeo bem legal falando sobre os dois primeiros livros (sem spoiler) lá no canal; clique aqui para assistir. :D)


SINOPSE
Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão - o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões - surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo. Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los? Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.


Essa resenha não vai ter spoiler, fiquem tranquilos. :)

Espinho de Prata é, em muitos aspectos, melhor que os dois primeiros livros dessa série. Aqui, o Feist focou em aprofundar seus personagens, dar mais faces à eles. Uma coisa que me incomodou no primeiro livro foi o fato d'eles [personagens] parecerem ser planos. Agora a gente consegue sentir as dúvidas deles, o que é bem legal.

Nesse livro a gente vai conhecer um pouco mais a parte sombria de Midkemia. Esse livro foca nos Moredhel, na Guilda da Morte e, sim: nos mortos que estão se levantando. Quando eu vi na resenha da Tai que esse livro ia falar sobre "zumbis" eu já me empolguei. A forma como essa parte foi introduzida e toda sua exploração, foi muito legal! A primeira vez em que isso acontece, ali em 2/4 do livro, foi muito bizarro! Como eu não esperava que fosse acontecer exatamente ali, eu fiquei assustado e, confesso, bastante surpreso.

Senti falta do Pug nesse livro. Ele aparece, se acalmem, mas não tanto quanto eu gostaria. Depois dos acontecimentos de Mago: Mestre, Pug cresceu e se tornou um mago respeitado (que quer criar uma escola de magia [adorei isso]), então ele tá sempre muito ocupado.

Não há honra nenhuma em superar aqueles que se encontram atormentados pela tristeza e a angústia.

Acredito que uma das (se não a) melhor coisa desse livro é ver as crianças que conhecemos lá em Mago: Aprendiz agora, adultas. É assustador, cara, ver a vida que o Thomas tá levando, a vida que a Carline tá tentando criar pra si e, principalmente, a posição em que o Pug está. Personagens como Martin do Arco, Arutha e Jimmy, a Mão, aparecem pra causar aquela sensação de nostalgia e deixar um quentinho no nosso coração. ❤

"Ok, Alex, mas esse livro levantou a saga? Vale a pena continuar?" SIM! Se você assistiu ao vídeo, sabe que ele não me desceu muito, mas Espinho de Prata é superior aos dois livros juntos! Mais do que vale a pena você conhecer essa história e ver como o autor evoluiu. Esse livro fez com que eu gostasse bem mais da saga e aumentou meu carinho por esses personagens. Já tenho o quarto volume aqui, o As Trevas de Sethanon, e não vejo a hora de concluir essa saga!


Esse livro, diferentemente dos dois primeiros, me fez vibrar pelos personagens, me fez ficar ansioso pelas cenas de magia, pelas viagens e tudo mais. Fiquei empolgado com os padres e com os magos lendo seus Livros Sacerdotais, com as criaturas aladas que viviam atormentando as pessoas que vivem na Costa. Um dos personagens mais legais desse livro é o Laurie e ele sofre certo preconceito por ter vindo de Kelewan (mundo original dos Tsuruanuanni), então é bem legal ver como ele vai lidar com isso tudo, também. Como eu falei, os personagens aqui ganham mais camadas, o que é sensacional.

Outra coisa que foi espetacular aqui, é a forma como certas coisas que pareciam não ter importância nenhuma nos primeiros livros, passaram a ter certa importância. Em alguns momentos do primeiro livro, por exemplo, Arutha tem um surtos meio explicação, mas aqui eles passam a ter um sentido. A forma como profecias foram escritas e tal, achei muito bom mesmo! As descrições das batalhas e a parte fantástica como um todo estão muito legais! 😍


Espinho de Prata é uma sequência surpreendente, que fez com que eu me apegasse ao mundo e aos personagens. Feist ganhou pontos comigo!

E aí? Já leu ou ficou com vontade?
Comente sua opinião! \o/

2 comentários:

  1. Ai, que bom que esse livro é melhor que os anteriores. Porque aquele MAGO Aprendiz (o único da saga que eu li até o momento) deixou muito a desejar em N aspectos. Fico feliz que tenha gostado, espero ler a continuação em breve - não muito em breve, hehe -, torço para que MAGO Mestre seja um cadinho melhor que seu antecessor.

    E moço, amei a resenha. Quando você ler o ultimo livro da saga faz resenha dele, tá. Desde já ansioso.

    Abraços, lindão.
    https://omalkavian.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Sim, eu tbm fiquei bem decepcionado com o primeiro volume. Eu fui com muita sede ao pote, sabe? Daí, quando peguei o livro pra ler de vez, ele ficou bem abaixo das minhas expectativas!

      Quanto ao segundo volume: não é o melhor livro do mundo, mas é BEM mais legal que o primeiro. Pelo fato de se passar boa parte em Kellewan, a gente conhece mais da cultura deles e tal. De uma certa forma, isso trouxe uma profundidade pra história (profundidade essa q não senti no primeiro livro).

      Pode deixar, vai ter resenha, sim! Quero tentar resenhar todos os livros no canal, pq meu relacionamento tá sendo bem conturbado! kkk! (o primeiro e o segundo, no caso, já têm um vídeo).

      Obg, seu maravilhoso! <3

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