Presságios de Guerra, do Allan Francis.


Oi, pessoal, como vocês estão? :)

Hoje eu venho resenhar um livro grande super especial, que é o Presságios de Guerra, que é o primeiro livro da série Corações nas Sombras, escrito pelo Allan Francis. O livro tem em torno de 740 páginas, então vai ser meio complicado fazer essa resenha. Mas, como diz o ditado, sou brasileiro e não desisto nunca!

// Gostaria de agradecer ao Allan por ter feito o envio do livro, com marcador, autógrafo, dedicatória e tudo. Obrigado, Allan, você é incrível. <3



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SINOPSE

Quando eu olhei através do passado eu finalmente compreendi o que você entenderá aos poucos. Ver a queda e extinção dos centauros por sua sede de poder foi apenas o estopim de algo maior, pois o mal que despertaram no mundo inferior (Agonia) embora selado por Círdan o elfo, desencadeou uma série de acontecimentos que narro para ti. Aquilo bastou para que Goldax o imortal que liderou os orcs por duzentos anos encontrasse um mestre que lhe prometeu libertar os orcs de seu exílio. Depois de sua derrocada, o dragão negro ressurgiu havido por poder e adoração, a ponto do rei dos dragões lhe temer. A Casa de Prata com intenções desconhecidas começou a roubar um a um os talismãs de Ifíanor. O mundo aos poucos começou a odiar os magos seus antigos benfeitores e uma mente brilhante surgiu com a finalidade de equilibrar as coisas, mas ele não sabia que seus atos acarretariam uma guerra sem fim. Então meu amor, meu confidente e meu amante, se lhe conto sobre o passado é para que você entenda o meu papel no presente e o porquê de termos nos separados. Escolhi nomear este relato de Corações nas Sombras e acredito que você entenderá o motivo.
Corações nas Sombras conta a história de um mundo chamado Ifíanor, logo, muitos personagens e tramas são apresentados durante a narrativa. Uma dica que dou é: não se apegue a nenhum deles, o autor não tem piedade. Allan os apresenta [personagens] muito bem, de maneira que reconhecemos e nos apegamos a todos eles. Um dos pontos fortes da narrativa do Allan, é fato d'ele não dar muitas voltas, vai sempre direto ao ponto, sem rodeios. A narrativa dele é muito fluida, o que ajuda muito na hora de nos apresentar as tramas. 

Em Presságios de Guerra, cada personagem é único, com sua própria história, sua própria personalidade. Em menos de 150 páginas, a gente já se vê torcendo por eles, tanto pela sua vitória, quanto pelo seu fracasso. Os personagens são muito críveis, o que me faz pensar que o Allan se preocupou muito em torná-los reais. Isso facilitou muito na identificação com os personagens, é sério. <3

Um dos pontos mais fortes desse livro é que a gente não tem só a visão do "lado bom" da história. Além dos personagens bons, temos o livro narrado pelos vilões. É sempre muito legal ver os dois lados da moeda; ver o que leva/levou personagens X a tomar atitude Y. Quando a gente consegue entender o vilão, aí que a gente mais o teme.

Eu quando vi a cena da página 37

Gostei muito da mitologia criada pelo Allan. Em alguns pontos, o mundo se assemelha a muitas coisas que já li antes: centauros, magos, feiticeiros; aquela base bem RPG. Presságios de Guerra se destaca quando sai dos padrões e traz à tona o lado mais sombrio e mau da coisa. Possessões, sexo e muita, mas muita violência.

O livro em si é muito bom, mas duas coisas em particular me irritaram. Vale lembrar que essa é a minha opinião, então essas coisas podem ou não te incomodar, ok? ;)

A primeira delas foram as cenas de insinuação de sexo. Alguns personagens, principalmente os masculinos, do nada sentiam uma vontade de tomar café (referência pra quem viu Luke Cage) com outras personagens. As vezes sem nenhuma justificativa pra isso, o que me incomodou. Só de ver uma mulher o cara já tava lá, louco. Achei meio estranho. kkk

A segunda é o que me incomoda em 11/10 livros da Editora Chiado: a revisão. O livro é cheio de palavras repetidas, escritas pela metade, sem acento; falta de vírgula, de ponto, de travessão, de recuo de parágrafo e tudo mais. O que me deixou encabulado foi o fato de, na dedicatória do livro, onde o autor agradece à revisora, ter um erro de revisão. Isso só me faz pensar que os autores devem ter mais cuidado ao escolher a casa editorial de seus livros. A diagramação do livro também deixou muito a desejar, com margens desnecessariamente longas e uma fonte não muito legal. Parece que, simplesmente, jogaram o livro no Word e imprimiram. Eu me cansava muito facilmente durante a leitura.

Diagramação do livro.
No mais o livro foi incrível, com personagens profundos e uma história de tirar o fôlego. Amei acompanhar a evolução de certos personagens, viajar por Ifíanor e temer Agonia. O livro tem tudo pra ser um bestseller internacional, mas, claro, com uma nova edição. :)

Contracapa.
Allan criou um mundo imenso, com uma cultura e ritos de passagem diferentes pra cada povo. Ifíanor é muito rica em detalhes, é profunda e, com os próximos livros, pode, sim, ser um Universo a ser estudado, como o das Crônicas de Gelo e Fogo. Ponto pro Allan. \o/




NOTA: 4/5

E aí? Já leu ou está afim de ler? Comenta aí!
Abraços e boas leituras! \o/

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